sábado, 24 de março de 2012

LUA NOVA DE NISSAN – ARIES - 5772


Marte
                         Aries

                             Hei                                     Dalet




“Soprai o Shofar na Lua Nova, no tempo fixado como dia da nossa festa. (Tehilim (Salmos) 81:4, Biblia Judaica).



A partir de 24 de Março inicia-se o mês de Nissan , no calendário Cabalístico Judaico. No Zodiaco o signo é o de Aries e o Planeta é Marte, e a tribo de Yehuda, letras Hei e Dalet, e a festa bíblica conhecida como Pêssach, Páscoa. Durante a refeição de Pêssach, empregamos nosso poder da fala para seu propósito mais elevado: comunicarmos a nossos filhos (e à criança que existe dentro de nós) a experiência da miraculosa presença de D'us em nossa vida e nossa história. A tribo deste mês é Yehudá, o líder real, do qual descendem os monarcas judeus. O sacrifício de Pêssach no Templo foi um cordeiro, o que reflete o signo de Áries.

A letra Dalet está associada ao regente de Áries, Marte, planeta da luta, e representa o desejo de receber. Algumas religiões condenam o desejo de receber, contudo para a Kabbalah não funciona desta maneira, pois você não pode dar o que não tem. Primeiro é necessário abrir espaço para receber, para então, tendo alguma coisa possa dividir, compartilhar.

A letra Hei é associada a Áries. Relacionada ao pensamento e a comunicação através da consciência. A meditação nestas letras ajuda a conter nossa reatividade, ampliando também nossa capacidade de iniciar novos empreendimentos. Necessitamos, portanto neste período pascal nos libertar de todo fermento, Kiplots, cascas, manifestações de egoísmos, que em nossa alma interfere no recebimento da Luz, e assim sermos úteis ao próximo e a humanidade. Shalom!

Prof. Altamiro de Paiva

segunda-feira, 19 de março de 2012

MAS, O QUE É MESMO KABBALAH?




Há milhares de anos existe uma Sabedoria que explica os grandes mistérios do universo. Que responde às nossas perguntas mais profundas, tais como: Quém somos nós? Por que nascemos e morremos? Qual o propósito de nossa existencia? Esta sabedoria revela um sistema para vivermos de maneira muito mais plena vivendo de acordo com a Toráh, e com muito menos insatisfação, tendo ficado oculta por milhares de anos, porém neste momento histórico revelada.
A Kabbalah não é uma religião. A Kabbalah não é uma filosofia ou uma doutrina. A Kabbalah é um modo de vida: é uma respiração, um caminho vivo e vibrante para a perfeição do ser humano e a transformação do mundo. Por perfeição pode-se entender como a felicidade completa, livre de preocupações, medo, ansiedade, raiva e todas as outras emoções negativas que se colocam entre nós e a plenitude.
A Kabbalah não é restrita a nenhum sistema de crenças específico ou de . É universal. Da mesma forma que a lei universal da gravidade mantém os muçulmanos, judeus, cristãos e ateus firmes na Terra, o caminho universal da Kabbalah eleva muçulmanos, budistas, cristãos e todas as pessoas para níveis mais elevados de plenitude, sabedoria e felicidade autêntica, tudo fundamentado na Torá e na tradição Judaica, e sob as Bênçãos do Criador. JUNTE-SE A NÓS!
Prof. Altamiro de Paiva

sábado, 17 de março de 2012

CONEXÃO DE SHABAT – Vaiak’hêl - E ajuntou

Parashá Mística Nº 22 - Shemot (Ex. 35:1-38:20), para 17 de Março de 2012.

ZOHAR VOL. 12

Esta Parashá tece considerações gerais sobre a construção do Tabernáculo, e junta com a Pecudê, outra Parashá, sobre a prestação de contas. Um dia santo para que o Criador pudesse se comunicar com o seu povo, com a manifestação da sua Shekinah, da sua glória, e uma observação engrandecedora sobre o Shabat.

O santuário deveria ser feito com toda intensidade todos os dias exceto no Shabat. Isto implica em se afirmar o grau de importância do Shabat, não apenas como descanso da criação, mas como um dia para ser lembrado, pois no Egito, na escravidão, não havia pausa para o trabalho, não havia liberdade.
O Shabat sempre foi uma referencia importante para o nosso povo, e significa liberdade, para cultuarmos aquele que com mão forte e poderosa, através de Moshê, nos libertou do cativeiro do Egito. Em Pecudê a Parashá anexa, todos os critérios de como arrecadar fundos e apresentar relatórios foram ensinados.
Por fim devemos nos lembrar de que mesmo na dispersão quando um judeu lembra-se do Shabat, está lembrando Sião, a sua terra. Naturalmente que outras religiões cultuam o seu Deus em dias diferentes, porém nós povo de Israel, cultuamos o D-us de Avrahan, Isak, e Yaacov, ao Criador, que ao terminar a Criação, nos deu o SHABAT.
Prof. Altamiro de Paiva

quarta-feira, 14 de março de 2012

SINTONIA SEMANAL - Nenhum de nós é 100% verdadeiro, 100% do tempo


O ego exige admiração e respeito, e assim, buscamos parecer “aquele cara legal”. Quando sentimos muita preguiça de trabalhar no fim de semana, usamos as pessoas que amamos como desculpa e justificamos: “A família vem em primeiro lugar!”, quando sabemos que podíamos muito bem ter encontrado algum tempo entre a televisão e a internet. Quando ajudamos em algum projeto voluntário, logo queremos contar para os amigos, mas quando gritamos com algum colega de trabalho ou magoamos alguém próximo a nós, é pouco provável que coloquemos esses atos na atualização do nosso Facebook.

Isso acontece até mesmo com as pessoas mais espirituais! Talvez nosso desejo seja ter mais pessoas inspiradas a trilhar esse caminho e então fingimos ser seres humanos perfeitos; queremos que as pessoas pensem que não temos ego e que nas nossas vidas não existem conflitos. Mas enquanto isso pode despertar algumas pessoas para o estudo, imagine o que elas pensariam da Kabbalah quando descobrissem que você ainda possui ego, ou que você ainda possui desafios a superar. No final, a verdade sempre aparece.

Esse é um bom motivo pelo qual muitos de nós fracassamos no trabalho espiritual. Tentamos demonstrar como somos bondosos por fora, mas por dentro não somos realmente o que aparentamos.

Desenvolver a Luz interior é um processo de transformação da negatividade encerrada em nós que ninguém vê. O importante é não mentir – para os outros ou para nós mesmos – na tentativa de encobrir essa negatividade. Em pouco tempo, acreditaremos na mentira e lá se vai o nosso trabalho espiritual por água abaixo.

Vivemos em uma cultura que glorifica a autopromoção, mas tentar parecer “melhor” do que somos na verdade nunca nos trará plenitude genuína. Isso só vem quando aprendemos a “encolher” nosso ego para que possamos encontrar a aceitação e a verdade. Aceitar-nos a nós mesmos conduz à aceitação dos outros. Expor nossa negatividade para os outros é expô-la para a Luz.

A tarefa dessa semana é: Seja Verdadeiro! Derrube algumas das paredes que você construiu, retire as máscaras e não tenha medo de abraçar a si próprio como um ser humano falho. Todos nós somos!

Somente encarando a verdade sobre a nossa negatividade é que podemos começar qualquer trabalho honesto para removê-la.Tudo de bom,
Yehuda Berg - Kabbalah Centre Brasil

sábado, 10 de março de 2012

CONEXÃO DE SHABAT – Kitisá - Então levarás


Parashá Mística Nº 21 – SHEMÔT, Ex. 30:11-34:35, 1Re. 18:1-39, para 10 de Março de 2012.

ZOHAR VOL. 12 – Cap. 17

O cenário desta Parashá é o monte Sinai, quando da confecção das tábuas para serem entregues a Moisés. Um fato curioso é que o Criador suscitou a Moshé a descer depressa, pois o povo tinha se corrompido e estavam a adorar um bezerro de ouro, tendo o Libertador obedecido ao Eterno.

A Tradição Judaica e principalmente a narrativa do Zohar, mostra os instantes finais do incidente. Diz, que nas ultimas seis horas finais da entrega das tábuas, Moshé lutou com D-us, que segurava uma das pedras enquanto Moisés segurava a outra, e com firmeza as tomou para seu povo.

Por pouco um novo povo surgiria do DNA do libertador, mas Moshé recusou a honra e ficou com o povo, pedindo o seu perdão. O Criador refez a história e apesar da punição a parte do povo que desobedeceu, preservou a sua promessa feita a Avrahan, que faria deles uma grande nação, e lhes daria uma terra por herança, Israel.

Para completar a sua aliança, o Criador revelou-se com mais intensidade a Moshé, com a glória da sua Shekináh, passando diante de Moisés que se protegia nas fendas do penhasco, para não morrer. Por fim contemplou por trás a Luz Circundante que passava, e seu coração entendeu que ali estava o Criador. Podemos falhar, mas recomeçar é o desejo de D-us para nós. Shalom!

Prof. Altamiro de Paiva

sexta-feira, 9 de março de 2012

SHABAT SHALOM! A Alegria de um Descanso

Esta sexta feira em nossa cidade do Sol, Natal, foi de uma tarde chuvosa, de céu acizentado, com uma leve chuva que permeiou quase o dia todo. No por do Sol contudo, como numa dspedida do astro rei, entre nuvens, uma pequena fresta se fazia brilhar, como saudando a chegada de um descanso tão almejado, o Shabat. Meu coração alegrou-se, e lembrei-me do Criador. SHABAT SHALOM!

quarta-feira, 7 de março de 2012

A FESTA DE PURIM – O LIVRAMENTO DE YISRAEL


 *Altamiro de Paiva



         A festa de Purim ocorrerá no dia 07 de Março deste ano de 2012 onde estiver judeus, desde Yerushalaim, Jerusalém, mas também em toda a diáspora, nos judeus espalhados no mundo. Os acontecimentos estão relatados no livro de Ester, quando uma trama organizada pelo ministro do rei Assuerus, Haman, planejou a destruição de todos os judeus que estavam como prisioneiros na Pérsia.

         Ester já tinha se tornado esposa do rei, quando através do seu tio um homem piedoso e temente a D-us, tomou conhecimento do que ocorreria. Mulher corajosa, Ester conclamou um jejum de três dias, e a página de morte transformou-se em vida. O rei Assuerus não podia revogar o decreto para a morte dos judeus, mas diante do apelo da rainha, permitiu-lhes se defenderem.

         Os judeus lutaram e venceram porque o Eterno estava com eles. Haman e toda a sua família foram mortos e o D-us de Yisrael foi glorificado. MESMO NÃO EXISTINDO UMA SÓ VÊZ NO LIVRO DE Ester, a palavra D-us, Ele estava lá, ouvindo o gemido do seu povo. Hoje, novamente o presidente do Irã, antiga Pérsia, defende a extinção do povo Judeu, e do Estado de Yisrael, não precisamos temer a luta dele e com Adonai, o D-us de Yisrael.

         Como judeus Kabalistas nessa noite nos associamos a esse acontecimento, conversaremos com a nossa família sobre o evento, podemos cantar OSSÊ SHALOM BIROMAV e podemos dançar ao som de AVAH NAGUILA AVAHA. Após a bênção de Aharon podemos saborear uma boa pizza com a família e amigos, é um dia de muita festa e grande baile de alegria.

         Para a Kabbalah o fato também se relaciona com a manifestação do EGO, sob a custódia de Amalek, a inclinação para o mal, que permeia os nossos corações. Ao resistirmos o conflito interior reconhecendo a importância do Criador, somos por fim vitoriosos na batalha da mente, e somos reconhecidos pelo Rei, o Eterno, como um povo cuja perseverança e amor ao próximo podem prover a sua redenção.



*Diretor do : B’Nei Noach – Centro de Estudos de Kabbalah